Um final de semana só pra mim

18 jul

Nossa, há muito tempo eu precisava disso: um final de semana só meu, sozinha em casa, sem outra voz que não fosse a minha, pra eu fizesse o que eu bem entendesse com meu tempo.

Como vocês leram aqui, o Francisco estava enjoadíssimo durante a semana. Não comeu, não dormiu direito, não parava de chorar, e eu ficando cada vez mais estressada. E no que eu ficava mais estressada, mais chato ele ficava. Não tem jeito: a chatice da criança é diretamente proporcional ao nível de stress da mãe, e vice-versa. Daí a gente entra num círculo vicioso, e pra sair dele só tem um jeito: separação de corpos. E foi o que eu fiz: despachei o pentelho filhote pra casa da sogra e fiquei sozinha, com meus gatos, meus botões e meu umbigo.

Que maravilha!

Dormi e acordei a hora que eu quis (e sem o barulho da babá eletrônica), tomei banho demorado, assisti uma porção de filmes (e com volume de gente), comecei a ler um livro, ouvi música alta, escrevi no blog, bebi cerveja, liguei pra uns amigos que há muito não falava, e curti um silêncio delicioso. Gentch… isso é vida!

Hoje à tarde filhote volta pra casa. Eu tô morrendo de saudade do meu gordinho e com as baterias recarregadas. Ser mãe é bom, mas cansa pacas, e de vez em quando uma separação rápida faz bem, pra todo mundo.

Eu recomendo!

Eu, gorda!

17 jul

Nunca fui magra. Estive magra por um curto período da vida, mas passou. Porém nunca estive tão gorda como agora. Me incomoda um pouco, mas não tanto a ponto de eu trocar o meu brigadeiro pela rúcula.

eugorducha

Depois que Francisco nasceu eu fiquei barriguda, e a danada da barriga cresce junto com o moleque (vai ver que é pro caso dele querer voltar), e o meu braço-coxa tá uma coisa terrível. Mas também não me incomoda tanto a ponto de eu querer trocar o meu chocolate por uma pedra de gelo.

Acontece que pra eu ser magra eu teria que viver uma vida de sacrifícios, e cêjura que eu vou passar a vida me privando de comer as coisas que eu gosto só pra caber num manequim 40? Aham, Cláudia, senta lá. Tenho coisas mais importantes com que me preocupar, mais interessantes pra fazer e pra quê diabos eu me sacrificaria para ser magra? Não pretendo ser modelo, nem manequim, nem qualquer outra coisa que me exija um corpo esbelto. Tirando a questão da saúde (que vai muito bem, obrigada), porque raios eu teria que entrar nessa paranóia de emagrecer a qualquer custo?  Nhé. Não, obrigada!  Tô preferindo ser feliz.

Não é fácil não ser o padrão de beleza ocidental. Ouvir piadinhas, ser vítima de preconceito, não conseguir encontrar uma roupa bacana pra comprar (Ei, estilistas, tem gordo jovem também, viu? Parem de nos enfiar roupas que nos deixam mais velhas do que nossas avós, por favor!), e ficar ouvindo a todo instante que “você precisa dar um jeito, fazer uma dieta, entrar numa academia”, mesmo que você não se interesse nadica de nada por isso.  A cobrança por um corpo ‘perfeito’ é absurda, e a minha auto-estima tem hora que não aguenta e vai pro saco! Aí é uma merda, porque a minha libido vai à zero, a minha vontade de sair de casa é nula e eu deixo de me cuidar, de me arrumar, e  – aí sim – viro um tribufu, e pior: um tribufu infeliz! Mas depois passa. E depois volta. Pra depois passar de novo e voltar, mais uma vez. E eu me pergunto: por que  não me deixam quieta e não me deixam ser feliz do jeito que eu sou? Por que cargas d’água eu preciso seguir esse padrão photoshop que impuseram ao mundo? Não preciso. E ponto final. Chega de mudanças de humor por causa do que o resto do mundo acha sobre meu peso, corpo e aparência.

Tô saindo de uma fase ruim, e voltando a gostar mais de mim, com os meus quase 3 dígitos na balança e tudo!!!  Decidi que não quero mais ser refém do tal ‘padrão de beleza’, e descobri que eu posso sim ser linda, sexy e poderosíssima com todos os quilos que carrego comigo.  E prometo não me sentir o cocô do cavalo do bandido a cada vez que alguém fizer alguma piadinha sobre o meu físico. Se a piadinha for boa (e às vezes é), eu vou até rir junto!

Aos 34 anos eu acho que eu já posso me dar ao luxo de ser feliz –  assim, do jeito que eu sou! 🙂

Já pode surtar?

16 jul
12/07/2011 – 1:30h

Não tá fácil, rapêize. Essa semana está sendo surreal. Francisco está chatíssimo e eu desconfio que seja saudade do pai, que embarcou na segunda.

Eu sei é que eu tô exausta, não aguento mais ouvir criança chorando, minha coluna tá doendo, meus ombros estão doendo, eu tô com sono acumulado (e dor de sono é um negócio que nem tem explicação), meu mau humor está no nível máximo, e eu vou surtar a qualquer momento.

O bichinho teve febre, ficou manhoso, resolveu frazer greve de fome, só quer saber de dormir se ficar o tempo todo no colo, caso contrário acorda e berra sem dó nem piedade, deu um grito tão alto e tão estridente no meu ouvido que tá doendo e zumbindo desde então, não pode ouvir um ‘não’ que começa a ladainha, ai de mim se sumo da vista dele por um segundo, acordou às 4h e nunca mais quis dormir… Olha, tá complicado o negócio, eu não sei o que é que eu faço pra ele se acalmar e eu descansar um pouco.

Eu sei que quanto mais nervosa eu fico, mais ele se estressa, mas cumé que me acalmo no meio desse furacão, me explica… Alguém tem um Rivotril pra me arrumar, fazfavô?

15/07/2011 - 6:30h

No geral, Francisco é calmo, bonzinho mesmo. Faz bagunça, tenta se matar umas 30 vezes por dia, faz uma birrinha aqui, outra ali, mas é fácil lidar com ele. Faz tempo que não dá trabalho pra dormir, come praticamente numa boa, brinca tranquilo sozinho quando preciso deixá-lo no berço ou no cercado pra fazer alguma coisa… Mas essa semana alguma coisa desandou e eu acho que eu não tô sabendo lidar com isso. #mãedemerda

Preciso dar um jeito de me acalmar um pouco, e tentar descobrir o que anda afligindo o meu bebê. Só assim as coisas vão se endireitar de novo. Porque, ou as coisas voltam ao normal, ou eu surto. Não dá mais é pra eu chorar junto (e é o que tá rolando: ele começa e eu vou no embalo).

Eu sei que ‘é só uma fase’. Mas, vem cá, essa fase não termina não, hein?

Sábado, 16 de junho de 2011 - 2h

SERENATA PRA MAMÃE

Ai, ai… mais um!

15 jul

Oquêi! Eu sei que isso tá ficando chato bagarai, que essa minha mania de mudar de blog a cada semestre tá ficando insuportável, e que muita gente até desistiu de me ler, porque nos últimos tempos a coisa que eu mais faço é apresentação de blog novo e quase nada mais que isso. Ah, gente, me deixa! (me deixa mudar de blog quantas vezes eu quiser, mas não me deixa aqui sozinha, pelamor). Cês precisam entender que eu tô em fase de transformação, praticamente uma adolescência da vida adulta, sacomé? Uma complicação.

Há quem jure que eu fiquei mais biruta depois que o Francisco nasceu, mas não é nada disso não, eu só me perdi um pouquinho e tô tentando me achar de novo; e é claro, nessa confa que é a minha cachola, não seria um blog, o meu blog, a única coisa estável e certa, néam? Aliás, a única coisa certa na minha vida, com a qual eu assumi compromisso até o final dos meus dias, nasceu no dia 22 de fevereiro de 2010 e atende pelo nome de Francisco (mas se você chamar de gordinho ele vem também!). Todas as outras coisas estão, o tempo todo, sujeitas a mudanças.

É isso, rapêize! Sem mais delongas, declaro inaugurando o meu blog novo!

Pode cortar a fita!

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