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Ai, Chico…

20 jul

Como é de conhecimento geral da nação, Chico Buarque é o meu pastor e nada me faltará, e não tenho escrúpulo em confessar. Não adianta, de mim ninguém vai ouvir qualquer crítica a ele. Eu mesma já desisti de ser racional quando ele é o assunto. Sou apaixonada, e é visceral.

Amo tanto Chico que me apavora a ideia de um dia, assim, sem mais nem menos, dar de cara com ele. Acho que nunca quero vê-lo (pra não fazer feio, não ficar com cara de panqueca na frente dele), e talvez por isso nunca tenha me empenhado a atravessar um quarteirão pra chegar ao campo do Politheama. Porque, vamocombiná, o que eu falo pra ele? “Chico, eu te amo!”? Não, né? Mas é só o que vai sair, isso se eu tiver voz. Melhor não.

Eu sempre quis escrever sobre o Chico. Sobre como, aos 8 anos, me apaixonei perdidamente por ele, e ouço desde então, quase todos os dias da minha vida. Nunca consegui. E não vai ser hoje. Um dia o texto sai.

Hoje escrevo para contar, pra deixar registrado, que meu disco chegou ontem, e que hoje, no meio da tarde, eu pude assisti-lo ao vivo pela web, num mini pocket show, onde ele falou um pouco e cantou duas músicas lindas (Sinhá e Nina) do novo CD. E que isso me fez muito feliz e que eu tô suspirando até agora, em estado de graça.

Parece bobagem, e deve ser mesmo.

Ai, Chico…

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