EU FUI! Parte I – A Saga

4 out

Vai vendo aí, que o negócio foi punk! Eu não tinha ingresso pro show. A idéia (e deixa meu acento aqui até dia 31/12) inicial era de ir bem cedo pro entorno da Cidade do Rock pra comprar do cambista filho duma ronquifuça, que ia me cobrar os olhos da cara. Só que, no sábado à noite, deu-se a merda: leio no twitter que Axl havia dado um perdido no vôo que o traria para o Brasil e que ninguém mais sabia se o show ia rolar ou não. Filho da puta, esse Axl! Mais filho da puta que o cambista! Daí que eu fui dormir com essa informação e acordei tensa. Fui ter notícias do puto só depois do meio dia.

Eis que começa a minha outra agonia: “e se eu não conseguir comprar os ingressos? Ai, meodeos, eu vou ficar tão frustrada, mas tão frustrada, que eu nem sei…” E assim fiquei até sair de casa, lá pelas 17h (marido vascaíno ficou assistindo o primeiro tempo do jogo do Vasco, e eu ardendo em agonia), fomos andando até o lugar de onde saíam os ônibus especiais, já nos preparando psicologicamente pra voltar pra casa e assistir pela TV!

Chegamos na Cidade do Rock e pra meu desespero as pessoas paravam a gente e perguntava,: tem ingresso sobrando? PUTAQUEOPAREEEEEEO, FOOOODEEEEEEEEEEEOOOOO!  Como assim, Bial? Cadê aquele bando de cambista que fica perguntando se queremos comprar ingressos? Alguma coisa estava MUITO fora da ordem. Bateu desespero. Deu vontade de chorar. Eu andava e via imbecis com cartazes escritos COMPRO INGRESSOS, inflacionando de maneira absurda o mercado (gente burra é issaê).

Daí eu tive uma idéia, um plano infalível: eu ia chegar no cambista filho duma ronquifuça, que estava cobrando, pra começar, R$400,00 por ingresso, e ia dizer que eu era da puliça. “mermão, ou tu me vende essa porra (que puliça aqui no Rio fala co’essa delicadeza mesmo) pelo preço oficial, ou tu vai em cana. E se eu tiver que dar carteirada, é pra te levar pro xadrez!”. Não ia dar certo? Pois é, mas não fiz isso não! =/ (cê vê que eu sou moça honesta, eu nem queria o ingresso de graça, eu só queria pagar um preço razoável)

Lá pelas tantas, o mocinho credenciado, que tava vendendo cerveja (e ingresso), me ofereceu 2, por R$280,00 cada. Eu e Ricardo havíamos estipulado que pagaríamos, no máximo, R$250,00 por cada, mas do jeito que a coisa estava indo, topamos por R$280,00 mesmo.  Ricardo foi pro cantinho pra contar a grana (ai, o mercado negro) e nesse ínterim é que veio minha antepenúltima agonia: chegou um cara e ofereceu R$300,00, e o cara da cerveja me dá a péssima notícia de que ia vender pra ele. Minha gente, incorporei a baiana: COMO ASSIM, AMIGO? PORRA, TEM QUE TER PALAVRA, CACETE! ISSO NÃO SE FAZ NÃO, E… Meu tom de voz foi aumentando de tal maneira que ele resolveu me vender por R$280,00 mesmo, antes que chegasse a puliça (que duvido que não tava ganhando um por fora pra fingir que não tava vendo o mercado negro em ação) e ele não vendesse marnada!

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Com os igressos em nossas mãos, e menos R$560,00 no bolso, veio a questã: E SE ESSA PORRA FOR FALSA? Eis a maior agonia da noite, meu povo! E, pra piorar a agonia, ni qui a gente plha pro lado, cadê o puto que me vendeu o ingresso? Sumiu! Com carrinho de cerveja e tudo! /o\  Potaqueoparêo! Barriga gelou, boca secou e nós enfrentamos uma caminhada difícil até a roleta. “E se for falso?”, “Magina, deixar essa grana toda e não entrar!”, “Ai, meodeos”, “Amor, e se for falso?” (com cara de choro mode ON), e assim fomos até chegar na roleta e, ufa… ENTRAMOOOOOOOOOOS! E nos abraçamos e começamos a pular, como se fosse gol da seleção brasileira numa final de Copa do Mundo! Como se fosse não, foi gol! GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL, PORRAAAA! TODOS COMEMORA!!!

Daí fomos encontrar alguns amigos e beber na Rock Street (pô, Medina, em ingrêis? Carecia não, fiote!), pra fugir dos Detonautas, porque, né, tudo nessa vida tem limite!

Papo vai, papo vem, ninguém queria ver Pitty, nem Evanescence mesmo, vamos pra fila da roda gigante! Tranquila e tal, andou até rápido, mas, adivinhem: minha bexiga – amiga da onça -  começou a encher, encher, encher (e só, pq se ela fosse boazinha, ela aguentaria mais uns três ou quatro “encher”) e eu abortei a missão, a uns 10 metros da minha vez! /o\ Ricardo também teve o mesmo problema e ficamos de fora do brinquedo!

 

Voltamos pra Rua do Rock (Rock Street de cu é rola, rapá) e ficamos até o final do show do Evanescence. Pô, tava rolando Janis e o escambau no coretinho, banheiro funfando legal, chopp geladinho, tudo redondo, pra que é que eu ia encarar multidão cedo demais?

Quando terminou Evanescence decidimos que era hora de avançar em direção ao palco. Intervalo de show é bom pra fazer isso, porque a galera dá aquela desertada pra fazer xixi, tomar um negócio, sentar um bocadinho… E aí começou o show do System of a Down.

Mozamigos, que porra foi aquela? Rapá, o show desse povo não tinha fim, um show infinito, um troço que não acabava nunca, e eu já de saco cheio de ouvir aquele porradão tocando na minha orelha. E quanto mais eu achava que já tava demais, mais eles tocavam, e eu fui pra preimaira parte da minha última e derradeira agonia da noite: “Gente, esses caras tão enchendo lingüica (trema, eu te amo! trema, eu te amo!), já era pra esse show ter acabado faz tempo! Deu merda! O Axl fez alguma merda (ele sempre faz, tá no histórico) e nego tá tentando ganhar tempo! Ai, meodeos, não vai ter mais Guns, quer ver?”. E pensa que minha agonia acabou com o último (e melhor, exatamente por ser o último) acorde do System of a Down? Porra nenhuma… porque depois do show da banda que tendeu ao infinito, veio a espera infinita, e debaixo de chuva! “Cacete, tá chovendo,´o dizinfiliz vai dizer que não toca na chuva!”. E entrava roadie, saía roadie, e vinha um povo secar o palco, só que a chuva só aumentava e,  pra ajudar, tinha uma turminha mineira tão simpática na minha frente (NOT). Porra, os moleques arrumaram umas caixas, fizeram um telhadinho em cima das suas cabeças e esticaram a bandeira mineira em cima. Cês tão entendendo que a mineirada fez um puxadinho em pleno gramado (sintético, é bom esclarecer), e exatamente na minha frente? Grrrrrr…

Com uma hora e meia (porra, Axl, enfia esse teu estrelismo no cu) de atraso (isso sem contar o atraso que já havia sido comunicado durante o dia), começou o show do Guns.  Meu coração disparou, meu zói marejaram e… E aí, povo, só no próximo post, que fica depois, porque, ó, eu tô destruída (Axl, SEU LINDO, tamo junto!) e esse post já tá grande demais e eu já começo a me perguntar se alguém vai ler!

 

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6 Respostas to “EU FUI! Parte I – A Saga”

  1. Marilia Mercer 04/10/2011 às 00:41 #

    Eu li!!! 😀

    Tava preocupada com vc, se tinha conseguido entrar, se ngm tinha te assaltado kkk!

    Quero ler o resto!!!

    BjoS!

  2. Luana 04/10/2011 às 14:52 #

    Eu li, eu li. E morri de rir de ti x)
    Algm tem que rir mto de ti. hahaha

  3. Irina 06/10/2011 às 11:50 #

    Eu li!

    Mal posso esperar pela continuação.

  4. Vanessa Dantas 08/10/2011 às 14:46 #

    Adorei os relatos. Fiquei em casa, assistindo do sofá, pensando: a maluca da Ju Freitas deve tá lá aprontando. Boa, Ju! Fico feliz de saber que valeu cada centavo, o mico de ter que aturar as outras bandas e o cansaço. Coragem do cão! Beijo.

  5. hillé 15/10/2011 às 08:43 #

    hahahaha eu li. e rolei aqui com a história de “ser da puliça”. 🙂

Trackbacks/Pingbacks

  1. EU FUI! Parte II – Ai, Axl… « Eu quero um samba! - 08/10/2011

    […] Na noite anterior ao show eu mal consegui dormir, tamanha era a ansiedade. Eu e ele estaríamos no mesmo quilômetro quadrado, eu iria – finalmente – a um show do Guns n’ Roses (‘Ah, Ju, mas a banda mudou toda!’ – gente pentelha que gosta de jogar balde de água fria na empolgação alheia é issaê mermo! Cacete, foda-se que mudou! Guns pra mim sempre foi Axl e o resto – ok… Axl, Slash e o resto).  Todo o meio tempo da minha ansiedade até o começo do show você pode ler no post anterior. […]

Chora, cavaco!

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